Educação financeira

A Educação Financeira, nos países desenvolvidos, cabe tradicionalmente às famílias, sendo reforçada posteriormente nas escolas.

No entanto, o acto de educar financeiramente ainda não faz parte do universo educacional das crianças moçambicanas, quer familiar quer escolar.

Esta lacuna vai ser determinante para o desenvolvimento do indivíduo. O lidar com o dinheiro, ter noção do seu valor, da sua aplicabilidade e das suas consequências, vai permitir uma maior conscientização da sua realidade económica e prevenir uma vida de oscilações orçamentais bruscas e descontroladas.

Este site serve como um curso que o ajudará a educar e a educar-se financeiramente.

Clique nos ícones à esquerda ou nas setas à direita para avançar neste curso.

A primeira Moeda

Dinheiro é assunto familiar e desde cedo pode ser utilizado como um exercício de matemática na educação da criança.

Estabelecer uma mesada ajuda não só a criança a ter uma noção do que é ter dinheiro e de o contar.

Tratam-se de noções básicas que servem para familiarizar a criança sobre o dinheiro e ajuda-o compreender para que serve o dinheiro e que este não estica.

 

A primeira Mesada

Uma mesada vai dar a possibilidade à criança de gastar o seu próprio dinheiro.

Vai dar-lhe alguma independência consumista ensinando o valor prático do dinheiro.

Esta mesada tem de ser constante e regular, não se pode tratar de um acto ocasional ou alteatório.

A regularidade permite à criança ver o seu mealheiro ou carteira a encher.

Caso a criança gaste todo o dinheiro muito antes de receber a mesada, os pais têm de explicar que o dinheiro não nasce de uma fonte, que é limitado e que se o gastamos mal ficamos sem ele.

Gestão do dinheiro em pequeno

Conforme a criança cresce, os pais terão de avaliar se a criança gere bem o seu dinheiro ou não.

Não se trata de inteferir nos gastos da criança, mas sim de monitorizar se a criança gere o seu dinheiro ou o gasta desenfreadamente.

Consoante cada família e cada criança, os pais poderão associar esta mesada a tarefas específicas em casa, tentando incutir-lhes o real valor do dinheiro.

Poupar desde pequeno

Com as primeiras mesadas, os pais têm a possibilidade de explicar o conceito de poupar.

As primeiras mesadas não devem ser de um grande valor, pelo que o poder de compra da criança é limitado.

Cabe aos pais e familiares explicar que se poupar parte de cada mesada, ao fim de algum tempo terá uma quantia que lhe permitirá comprar algo que antes não podia.

Uma preparação para a adolescência

Ao chegar à adolescência, a criança ganha mais independência e outros interesses.

Estes ganhos estão também associados, geralmente, a uma mesada maior.

Cabe aos país fazerem um contínuo balizamento dos valores gastos pela criança, de modo a que este mantenha as noções incutidas em criança:

Estudar

A partir dos seis anos, as crianças são matriculadas na escola.

Desta fase para a frente a criança passa a ter o dever de estudar, mas este dever tem encargos:

Estes são gastos que irão existir com o jovem estudante e devem enquadrar o orçamento mensal.

O custo de uma formação

Os gastos com a educação não são sempre regulares.

No início do ano lectivo há uma maior gasto com livros, cadernos e outros materiais.

Durante o ano lectivo haverá gastos com alimentação, transporte e a ocasional reposição de material.

Os encarregados de educação devem organizar o orçamento mensal não só de modo a cobrir os custos regulares mas também de se precaverem com o gasto avolutado no início deste.

Custos no futuro

São cada vez mais os jovens moçambicanos com ensino superior, e a expectativa é que a percentagem de formados aumente.

Uma formação superior tem encargos muito maiores à escolaridade obrigatória.

Sem contar com as propinas e os manuais universitários, temos ainda os transportes e o alojamento, caso o jovem universitário tenha de estudar longe de casa.

Poupança para estudar

Os pais podem começar a poupar em antecipação à entrada universitária do jovem, de modo a minimizar o impacto do custo crescente dos estudos.

Uma conta poupança facilitará este processo, uma vez que rentabiliza o investimento.

As regras de utilização de uma conta poupança limitam o seu acesso, impedindo levantamentos impulsivos.